
Pesquisadores do Laboratório de Cold Spring Harbor (EUA), descobriram que a amígdala, uma área do cérebro responsável por reações emocionais e na aprendizagem de conteúdos emocionalmente relevantes, pode ser a responsável pela vontade de consumir alimentos não saudáveis, o conhecido “junk food”.
O cientista Bo Li descobriu uma série de neurônios nessa região que estimula os camundongos a escolher alimentos ricos em açúcares e/ou gorduras, mesmo sem estarem com fome. Segundo o pesquisador, estímulos direcionados a esses neurônios, podem levar a tratamentos mais eficazes para a obesidade, apresentando o mínimo de efeitos colaterais.
Como a maioria dos seres humanos, os ratos também apresentam a tendência de achar os alimentos ricos em gordura e açúcar os mais saborosos. Eles podem comer guloseimas por prazer, e não apenas por sobrevivência.
Os neurônios que Li estudou são responsáveis por desencadear o comportamento conhecido como alimentação hedônica. Segundo ele, enquanto esses neurônios permanecerem ativos, mesmo que o animal esteja cheio, ele ainda sentirá o desejo por comer mais.
Efeitos colaterais
Para Bo Li, um grande problema é que são poucas as pessoas que fazem tratamentos contra a obesidade e conseguem controlar o próprio peso no longo prazo, pois os processos fisiológicos em ação no organismo tendem a reverter o progresso alcançado.
Os medicamentos disponíveis ajudam a aumentar a taxa de sucesso dos tratamentos, porém apresentam efeitos colaterais indesejados, além dos preços pouco acessíveis. Por isso que é importante desenvolver uma abordagem mais focada, identificando o circuito cerebral responsável pelo controle da alimentação de forma a ajudar no controle do peso.
Quando a equipe de Bo Li desligou o funcionamento dos neurônios específicos, relacionados com o apetite, os camundongos não se sentiram atraídos pelos alimentos gordurosos e açucarados como anteriormente. Eles simplesmente comeram e permaneceram saudáveis, sem grandes alterações no peso corporal. A desativação dos neurônios específicos favoreceu a redução dos excessos alimentares e protegeu os camundongos da obesidade, estimulando a atividade física.
O pesquisador está buscando maneiras de manipular os neurônios responsáveis por desencadear a alimentação hedônica. Segundo ele, o próximo passo a de seguido, é mapear como esses neurônios respondem a diferentes tipos de alimentos, com o objetivo de descobrir o que os torna mais sensíveis ao consumo de junk food.
O objetivo das suas pesquisar é encontrar novas estratégias terapêuticas eficazes no tratamento anti-obesidade.
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