Durante anos ouvimos que laticínios como leite, queijo e iogurte são essenciais para uma alimentação saudável. Mas será que é verdade?
Neste artigo, desvendaremos os mitos e verdades sobre os laticínios, para que você possa fazer as melhores escolhas para a sua saúde.
A influência da indústria nos guias alimentares
Muitos dos guias alimentares que recomendam o alto consumo diário de laticínios foram influenciados pela poderosa indústria dos laticínios. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Conselho Nacional do Leite promoveu pesquisas e campanhas para aumentar o consumo de leite e laticínios.
Até especialistas ligados à indústria já fizeram parte dos comitês que definem as diretrizes alimentares do governo americano. Não é de se surpreender que essas diretrizes recomendem o consumo diário de pelo menos 2-3 copos de leite ou laticínios.
Mas será que essas recomendações visam realmente a nossa saúde ou os interesses comerciais da indústria?
Leite de vaca: será que nosso corpo foi feito para digeri-lo?
O leite de vaca é o alimento mais controverso entre os laticínios. Apesar de nutritivo, existem algumas questões a se considerar:
● A maioria dos adultos têm dificuldade em digerir a lactose do leite. Isso porque a produção da enzima lactase diminui após a infância. Cerca de 70% da população mundial é intolerante à lactose.
● O leite contém o hormônio IGF-1, que pode estimular o crescimento de células cancerígenas. Alguns estudos associam o consumo de laticínios a maior risco de câncer de próstata.
● As proteínas do leite, como a caseína A1, são inflamatórias para algumas pessoas. Elas podem agravar doenças autoimunes e síndrome do intestino irritável.
● O leite é um dos alimentos que mais causam alergias alimentares em bebês e crianças pequenas.
Portanto, apesar dos benefícios nutricionais, o leite de vaca não parece ser adequado para o consumo regular na fase adulta da vida. Deve ser consumido com moderação.
Laticínios previnem osteoporose e fortalecem os ossos?
Este é um dos principais mitos sobre os laticínios. Acredita-se que o cálcio do leite e queijos torna os ossos mais fortes e previne a osteoporose. No entanto, esta crença não tem respaldo científico.
Estudos demonstram que o consumo de laticínios não reduz o risco de fraturas nem fortalece os ossos. Pelo contrário, populações que consomem mais leite e derivados tendem a ter taxas mais altas de fraturas, no que ficou conhecido como "paradoxo do cálcio".
Isso ocorre porque o excesso de cálcio da dieta pode levar à excreção de cálcio na urina e diminuir a absorção de outros minerais importantes para a saúde óssea, como magnésio e potássio.
Além disso, há melhores fontes de cálcio na dieta, como vegetais verdes escuros, leguminosas, amêndoas e peixes como sardinha e salmão. Essas fontes proporcionam cálcio de alta biodisponibilidade sem os possíveis efeitos colaterais dos laticínios.
Queijo e manteiga: as exceções saudáveis
Dentro do grupo dos laticínios, queijo e manteiga se destacam por seus benefícios à saúde quando consumidos com moderação. Vejamos por quê:
● A gordura saturada do queijo e da manteiga não aumenta o risco cardiovascular, ao contrário do que se acreditava. Estudos mostram que ácidos graxos como o ácido margárico podem até proteger o coração.
● A manteiga de vacas alimentadas com pasto contém ácido linoleico conjugado (CLA), que combate inflamação e previne o câncer.
● Queijos contêm menos lactose e proteínas alergênicas. O ideal é consumir queijos naturais, como os de cabra e ovelha.
● A manteiga clarificada (ghee) remove caseína e proteínas do soro, deixando apenas a gordura pura. É bem tolerada por intolerantes à lactose.
Essa é a razão do porque, em porções moderadas, o queijo e a manteiga orgânicos de vacas criadas livres no pasto podem fazer parte de uma alimentação saudável. São melhores do que leite e iogurte para a maioria dos adultos.
Laticínios fermentados: iogurte e kefir valem a pena?
Iogurte, kefir e outros laticínios fermentados são fontes de probióticos benéficos para a microbiota intestinal. Porém, convém observar alguns pontos:
● Devem ser consumidos com moderação por quem tem sensibilidade à lactose e proteínas do leite.
● O ideal é optar por produtos integrais e naturais, sem adição de açúcares.
● Muitos iogurtes de frutas têm tanto açúcar quanto refrigerantes.
● Variedades de cabra e ovelha são mais bem toleradas e contêm mais nutrientes que as de vaca.
● Kefir de água, feito de água e grãos fermentados, é uma opção nutritiva sem lactose para intolerantes à lactose.
Assim, iogurtes e kefirs podem trazer benefícios, desde que sejam naturais e consumidos com moderação por quem não tem sensibilidade ao leite. Não exagere nas porções.
Laticínios e sustentabilidade: um preço alto para o planeta
A produção intensiva de laticínios tem alto impacto ambiental, consumindo grandes quantidades de água, energia e recursos:
● 19% de toda a água usada na pecuária é destinada à produção de laticínios.
● Cada vaca leiteira consome em média 89 litros de água por dia.
● Os laticínios geram 8% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, impulsionando as mudanças climáticas.
● Para produzir meio quilo de queijo são necessários aproximadamente 5 litros de leite. E para meio quilo de manteiga, 10 litros. Um gasto intensivo de recursos.
● Além disso, as vacas leiteiras na indústria vivem em condições deploráveis, sendo separadas dos bezerros e mantidas em constante produção de leite.
Com isso em vista, do ponto de vista ambiental e ético, a redução do consumo de laticínios é benéfica para o planeta e para o bem-estar animal.
Laticínios: o que devemos consumir?
Diante do exposto, é sensato reduzir o consumo de laticínios na fase adulta, dando preferência para:
● Queijos naturais como cottage, ricota e queijos de cabra e ovelha. Consumir no máximo 1-2 porções por semana.
● Manteiga e ghee orgânicos de vacas criadas com pasto. Usar com moderação.
● Iogurte natural de cabra ou ovelha, sem adição de açúcares. No máximo 1 porção ao dia.
● Kefir de água como fonte de probióticos.
● Pequenas quantidades ocasionais de leite de vaca orgânico e integral para uso como “leite de creme” no café. No máximo 1 xícara por dia.
Já os laticínios que devem ser evitados ou consumidos em ocasiões muito esporádicas:
● Leite de vaca convencional
● Leite desnatado e produtos lácteos desnatados
● Bebidas lácteas com alto teor de açúcar
● Produtos lácteos processados como queijo ralado e requeijão
Fazendo as escolhas certas dentro do grupo dos laticínios e controlando as porções, é possível desfrutar seus benefícios sem prejudicar a saúde. abuse dos laticínios, optando sempre por versões integrais, orgânicas e de produção sustentável.
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