A terapia manipulativa espinhal, também conhecida como manipulação quiroprática ou osteopática, tem sido amplamente utilizada por atletas e profissionais de saúde do esporte como parte do tratamento e prevenção de lesões, alívio da dor e, potencialmente, para melhorar o desempenho esportivo.
No entanto, os mecanismos pelos quais a manipulação espinhal poderia realmente melhorar medidas objetivas de desempenho permanecem pouco claros, apesar de alguns estudos promissores.
Neste artigo, exploraremos em profundidade a relação entre a terapia manipulativa espinhal e o desempenho esportivo, abordando tópicos como:
✅ A popularidade do uso da terapia manipulativa entre atletas e equipes esportivas
✅ Os mecanismos neurofisiológicos pelos quais se pensa que a manipulação possa afetar o desempenho
✅ Revisão de estudos clínicos existentes sobre manipulação espinhal e testes de desempenho
✅ Análise crítica da qualidade da evidência disponível
✅ Recomendações para futuros estudos e desenhos de pesquisa
✅ Implicações gerais para atletas, treinadores e profissionais considerando a manipulação como ferramenta ergogênica
Os leitores acostumados a literatura sobre manipulação espinhal provavelmente estão cientes dos efeitos neurofisiológicos bem estabelecidos, como mudanças na excitabilidade corticoespinhal, processamento sensorial melhorado e inibição muscular reduzida.
Meu objetivo aqui é conectar esses efeitos conhecidos ao contexto específico do desempenho esportivo e determinar até que ponto as evidências atuais apoiam o uso da manipulação com essa finalidade.
Popularidade da terapia manipulativa no esporte
A terapia manipulativa vertebral, incluindo a manipulação quiropática e osteopática, é amplamente utilizada por atletas em diversas modalidades esportivas.
Questionários e levantamentos revelam altas taxas de utilização entre atletas de elite e profissionais, com os serviços de quiropraxia e osteopatia sendo comumente oferecidos em vestiários e estádios.
Alguns exemplos e estatísticas incluem:
➤ Futebol americano (NFL): 30 das 32 equipes da nfl possuem quiropratas oficiais, com a maioria dos jogadores recebendo manipulação regular.
➤ Corridas de automóvel: equipes importantes como a scuderia ferrari empregam quiropratas para avaliar a coluna vertebral dos pilotos.
➤ Jogos olímpicos: mais de 100 quiropratas foram credenciados para trabalhar na equipe médica nos jogos do rio 2016.
➤ Levantamento de pesos: uma pesquisa com atletas de elite dos eua encontrou que 57% usavam quiropraxia.
➤ Beisebol: em um estudo com jogadores de beisebol profissional, 62% relataram já ter usado a quiropraxia.
Claramente, a terapia manipulativa é vista como uma intervenção valiosa por muitos atletas e equipes. Mas essa popularidade se deve principalmente a benefícios percebidos como prevenção e tratamento de lesões? Ou os praticantes acreditam que também pode melhorar o desempenho esportivo em si?
A manipulação como ferramenta ergogênica: mecanismos plausíveis
Embora os efeitos terapêuticos da manipulação espinhal sejam bem compreendidos, sua capacidade de realmente melhorar o desempenho esportivo é menos clara.
No entanto, vários mecanismos neurofisiológicos foram propostos pelos quais a manipulação poderia agir como uma ferramenta ergogênica.
● Melhor processamento sensorial: A manipulação parece melhorar a precisão do sentido de posição articular e o processamento de informações sensoriais do corpo. Isso poderia levar a melhor controle e coordenação motora.
● Aumento da força muscular: Estudos mostraram aumentos imediatos na força muscular após a manipulação da coluna vertebral, possivelmente por reduzir a inibição no sistema nervoso central.
● Menos fadiga muscular: Foi demonstrado que a manipulação alivia o acúmulo de metabólitos relacionados à fadiga no músculo esquelético. Isso pode permitir esforços físicos mais prolongados.
● Melhor sincronização neuromuscular: A manipulação pode melhorar a sincronização da ativação muscular, potencialmente melhorando a eficiência do movimento.
● Aumento do fluxo sanguíneo: Algumas evidências sugerem que a manipulação pode aumentar o fluxo sanguíneo local para músculos, possivelmente retardando a fadiga.
● Efeito placebo: A interação cuidadosa praticante-paciente da manipulação pode, por si só, criar uma expectativa positiva e um efeito placebo no desempenho.
Embora esses mecanismos sejam teoricamente promissores, é necessária evidência de alta qualidade de estudos clínicos reais para avaliar os efeitos da manipulação em testes ou medidas objetivas de desempenho esportivo.
Revisando as evidências: estudos de manipulação espinhal e desempenho
Vários ensaios clínicos foram conduzidos tentando quantificar os efeitos da manipulação espinhal no desempenho esportivo.
Revisaremos brevemente algumas das principais descobertas e limitações desses estudos.
◉ Mudanças mistas nos testes de desempenho
Vários estudos mostraram melhorias em testes como força de preensão manual, velocidade de chute no futebol e amplitude de swing no golfe após a manipulação.
No entanto, outros estudos não mostraram diferenças significantes em testes como flexibilidade, resistência ciclística ou precisão de arremesso livre após a manipulação.
◉ Manipulação para disfunções vs. Manipulação não terapêutica
Estudos onde a manipulação foi aplicada especificamente para corrigir disfunções biomecânicas detectadas mostraram os maiores benefícios.
Já estudos que aplicaram manipulação em locais pré-determinados não relacionados a avaliações clínicas individuais geralmente não mostraram melhorias.
◉ Falta de medidas de desempenho competitivo
Nenhum estudo avaliou o efeito da manipulação sobre o desempenho esportivo em uma competição real.
Apenas testes substitutos de laboratório ou campo foram utilizados, cuja correlação com o desempenho nos esportes é incerta.
◉ Problemas metodológicos
Muitos estudos apresentaram problemas como tamanho da amostra pequeno, grupos de controle inadequados, ocultação de alocação inadequada e cegamento limitado. Isso limita a capacidade de tirar conclusões definitivas.
De modo geral, embora alguns estudos sejam encorajadores, as evidências são mistas e de qualidade insuficiente para apoiar firmemente o uso da manipulação para melhorar o desempenho esportivo.
Direções futuras: desenho de estudos e pesquisas recomendadas
Para estabelecer os efeitos da manipulação espinhal no desempenho esportivo, pesquisas futuras devem priorizar:
● Medições de desempenho em competição: o "padrão ouro" deve ser o efeito sobre o desempenho esportivo real em jogos ou provas.
● Alocação e cegamento adequados: grupos randomizados e placebos bem projetados limitam vieses.
● Protocolos padronizados: padronização da manipulação, testes e medições utilizados.
● Populações maiores: estudos maiores podem detectar efeitos menores mais definitivamente.
● Análises de mecanismos: medir biomarcadores e parâmetros neurofisiológicos pode elucidar mecanismos.
● Efeito cumulativo: avaliar os efeitos de múltiplas sessões de manipulação ao longo do tempo.
Avanços metodológicos nessas áreas trarão maiores insights sobre a eficácia real da manipulação espinhal como recurso ergogênico no esporte.
Conclusão e implicações práticas
Em conclusão, embora existam fundamentos neurofisiológicos e anedóticos plausíveis para o uso da manipulação espinhal visando melhorar o desempenho esportivo, as evidências de alta qualidade são atualmente limitadas e mistas.
Contudo, alguns estudos são encorajadores e justificam mais pesquisas. Atletas, treinadores e profissionais deveriam ter cautela ao confiar na manipulação como ergogênico, mas pesquisas futuras podem elucidar seus efeitos.
Uma abordagem equilibrada e ética à manipulação no contexto do esporte continua sendo garantida pelas evidências atuais.
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