
A paternidade realmente muda o homem. E pelo visto não é só a nível social (responsabilidades) e fisiológico (alteração hormonal, como já expliquei em outros artigos).
O cérebro também parece sofrer mudanças estruturais para garantir que os pais exibam as principais habilidades da paternidade.
Em 2014, um neurocientista escaneou 16 novos pais em uma máquina de ressonância magnética: uma vez entre as primeiras 2 a 4 semanas de vida do bebê e novamente entre 12 e 16 semanas. Ele encontrou mudanças cerebrais que espelhavam aquelas vistas anteriormente em novas mães: certas áreas dentro do cérebro, ligadas ao apego, carinho, empatia e a capacidade de interpretar e reagir adequadamente ao comportamento de um bebê tinham mais massa cinzenta e branca entre 12 e 16 semanas do que foi encontrado no período entre 2 a 4 semanas.
A hipótese é que essa mudança no cérebro reflete um aumento das habilidades associadas à paternidade – como nutrir e entender as necessidades do seu bebê – e a curva de aprendizado inevitavelmente íngreme que tanto as novas mães quanto os novos pais precisam superar.
Em particular, como os homens não experimentam os surtos hormonais que acompanham a gravidez e o parto, “aprender a se relacionar emocionalmente com seus próprios bebês pode ser uma parte importante de se tornar pai. As mudanças anatômicas no cérebro parecem apoiar a experiência de aprendizado gradual dos pais ao longo de muitos meses.
Você tinha noção de que o cérebro também sofre alterações por conta da paternidade? Já experimentou ou experimenta os efeitos cerebrais relacionados à paternidade? Me conte nos comentários.
#tmj
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